As células possuem geralmente um tempo de vida limitado, sendo necessário que se dividam para formar novas células e assim permitir o crescimento e regeneração dos tecidos.
Ao longo do desenvolvimento dos organismos multicelulares, ocorre a diferenciação celular.
A diferenciação celular resulta da expressão seletiva de genes ao longo do desenvolvimento. Embora só parte dos genes sejam expressos, a maioria das células mantém todo o genoma.
Nas plantas, a diferenciação celular é um processo que pode ser revertido, pois, a partir de uma célula diferenciada, é possível obter um organismo geneticamente idêntico à célula inicial, formando assim um clone.
Algumas células animais diferenciadas também podem ser revertidas para um estado menos especializado e originar um indivíduo adulto. No entanto, a capacidade das células animais regenerarem todos os restantes tipos celulares, diminui com o aumento de especialização e é muito inferior à das células vegetais.
Os modelos de estrutura interna da geosfera resultam do cruzamento de dados de variadas áreas do conhecimento geológico.
Esses dados permitiram subdividir o interior da Terra em zonas segundo dois critérios:um baseado na composição química dos materiais terrestres e outro fundamentado nas propriedades físicas desses materiais.
São ondas gigantes, embora possam ter outras causas naturais (erupções submarinas,movimentos de terras,desprendimento de icebergues e até impactosmeteoríticos), são, geralmente, devidas a sismos com epicentro no fundo do mar — maremotos.
A prevenção sísmica deve atuar de diversas formas, quer a nível da população quer a nível de técnicas científicas.
Estudos Geológicos dos terrenos - A construção de edifícios públicos, com escolas, hospitais, pontes, centrais elétricas e nucleares, deve ser antecipadamente sujeita a estudo geológico da área onde vão ser implantados. A construção destes edifícios e outros deve ser evitada sobre falhas ativas, pois são áreas sujeitas não só a deslocações de terreno ao nível da falha como também à ocorrência de sismos.
Construções parassísmicas - os edifícios, principalmente em áreas sujeitas a um maior risco sísmico, devem obedecer a regras de construção muito específicas, construindo-se, assim, edifícios que resistam aos grandes sismos. Estes edifícios são considerados edifícios parassísmicos.
Formação de Pessoal - a Proteção Civil deve possuir planos de evacuação e de intervenção no terreno, em caso de sismo, estando sob a sua alçada o treino e coordenação de pessoal ligado à área de saúde.
Planos de Evacuação - a existência de um plano de evacuação, conhecido de toda a população e sujeito a várias simulações anteriormente ao grande sismo, é outra forma de ajudar a Proteção Civil a dar resposta, em caso de sismo.
Educação da População - a população deve conhecer todos os programas de emergência, assim saber como comportar-se em caso de sismo (comportamentos durante um sismo). É necessário envolver a população em simulações de sismos, para esta dar resposta rápida e eficazmente, em caso de sismo.
Os sismos são o desastre natural que maior número de vítimas provoca anualmente. Um único sismo é capaz de matar vários milhares de pessoas.
A predição, isto é, a previsão de sismos, a curto prazo, é ainda um objetivo a alcançar pela comunidade científica. No entanto, hoje já possuimos algumas formas de criarmos alguma suspeição relativamente a um dado local e a um dado período de tempo.
A previsão sísmica utiliza diversos dados e alterações geológicas como:
- Aparecimento de pequenas fraturas no interior das rochas próximas de falhas;
- ocorrência de sucessivos microssismos;
- alteração da condutividade elétrica;
- alterações do campo magnético;
- modificações na densidade das rochas;
- alteração do nível de água de poços junto a falhas;
- aumento da emissão de rádon;
- anomalias no comportamento animal;
A utilização de todas estas técnicas e a análise dos resultados tem-se mostrado ineficaz na previsão sísmica.
Há 100 anos ocorreu o último sismo mítico da Califórnia, o terramoto de São Francisco de 1906, que contribuiu para o nascimento da sismologia moderna. Passado um século, dispomos atualmente da muito bem sucedida teoria da tectónica de placas, que explica por que razão acontecem terramotos como o de 1906, bem como o motivo da deriva continental, da elevação das montanhas e da existência de vulcões ao longo do anel do Pacífico. A tectónica de placas constitui uma das mais brilhantes vitórias da mente humana, que está para a geologia como a teoria da evolução para a biologia. No entanto, os cientistas ainda não conseguem prever quando ocorrerá novo sismo.
Algumas das perguntas mais fáceis sobre terramotos continuam a ser difíceis de responder.
Por que razão começam? O que os faz parar? Será que uma falha costuma deslocar-se ligeiramente, anunciando a sua intenção maligna, antes de entrar em rutura catastrófica? De seguida, vem a pergunta mais geral: haverá padrões, regras e regularidades evidentes em terramotos ou serão eles inerentemente aleatórios e caóticos? Como afirma o sismólogo de Berkeley Robert Nadeau, talvez "muita da aparente aleatoriedade dos terramotos seja apenas falta de conhecimento". Todavia, as falhas não seguem linhas direitas e ordeiras na paisagem: por exemplo, em alguns locais, parecem-se com um pára-brisas estilhaçado. Toda aquela crosta rachada e instável está carregada de tensão e um abanão ocorrido numa falha pode descarregar tensão sobre outras falhas. O sismólogo David Jackson, um dos líderes da facção defensora da teoria do caos, diz que o campo da sismologia está "a despertar para a complexidade".
Esta discussão entre as teorias da regularidade e do caos não é mera disputa académica esotérica: os terramotos matam pessoas e arrasam cidades. O maremoto de 26 de Dezembro de 2004, desencadeado por um terramoto gigante, ceifou mais de 220 mil vidas humanas. O terramoto commagnitude de 7,6 graus ocorrido em Caxemira no passado mês de Outubro matou pelo menos 73 mil pessoas. Cerca de um milhão de pessoas poderia morrer ou ficar ferido se um terramoto de grande intensidade se abatesse sobre as estruturas não reforçadas dos arranha-céus de Teerão, Cabul ou Istambul. Uma das maiores potências económicas do mundo, o Japão, assenta nervosamente sobre uma intersecção de placas tectónicas com catividade sísmica.
De momento, porém, a previsão de terramotos continua a pertencer ao domínio dos mitos, das fábulas em que aves, cobras, peixes e coelhos farejam a calamidade iminente. Por agora, os cientistas conseguem apenas fazer bons mapas de zonas com falhas e identificar as que poderão estar prestes a entrar em rutura. E podem fazer prognósticos. Num prognóstico, pode afirmar-se que, ao longo de um certo período de tempo, existe uma dada probabilidade de acontecerem sismos com determinada magnitude num dado local. É talvez impossível transformar prognósticos em previsões, mas os cientistas estão a fazer tudo ao seu alcance para resolver o mistério dos sismos. Fraturam rochas em laboratórios, estudando o comportamento da pedra sob tensão. Caminham em florestas fantasmas, onde as árvores mortas contam histórias de tsunamis de um passado distante. Escavam trincheiras transversais às falhas, procurando o traçado ativo. Os cientistas já instalaram tantos sensores em zonas com falhas que a Terra parece um doente internado na unidade de cuidados intensivos. Tem de haver alguma maneira de impor ordem e compostura a esse terreno escorregadio!