sexta-feira, 16 de março de 2012

Mais borracha

Nas semanas seguintes ao ataque a Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941, as forças japonesas invadiram a Malásia e as índias Orientais Holandesas, assumindo, assim, o controle da maior parte do fornecimento mun­dial de borracha. Os governos do Canadá e dos EUA reagiram prontamente ao que representava verdadei­ramente uma crise, uma vez que a borracha era crucial tanto para o esforço de guerra quanto para a economia doméstica. Os pneus de borracha foram os primeiros produtos a serem racionados nos EUA. O propósito principal do racionamento de combustível e do limite nacional de velocidade para 35 milhas por hora era economizar pneus.

Embora as seringueiras (Hevea brasiliensis) sejam nativas na América do Sul, no final do século XIX os colonialistas ingleses iniciaram as plantações dessas magníficas árvores no sudeste da Ásia, região que con­tínua sendo a fonte de 90% do fornecimento mundial de borracha natural. Antes da Segunda Guerra Mun­dial, um arbusto norte-americano, guaiúle (Parthenium argentatum), foi usado comercialmente em um âmbito limitado, pois sua produção de borracha era insuficiente para atenuar a escassez.

Durante a guerra, os cientistas desenvolveram a borracha sintética, o que ajudou a equacionar o pro­blema, Adotando uma abordagem diferente, James Bonner e outros biólogos trabalharam para aumentar o fornecimento de borracha natural. Bonner e co­laboradores propuseram um estudo urgente com guaiúle, mas aconselharam que essa espécie não poderia tornar-se a fonte principal da borracha. Bon­ner dirigiu sua atenção à H. brasiliensis, mas pouco pôde realizar até que a guerra acabasse e fosse novamente possível o acesso às grandes plantações dessa espécie.

Após a guerra, Bonner tornou-se chefe do Malaysan Rubber Research and Development Board. Entre mui­tas realizações, ele descobriu um método para acelerar a coleta do látex (portador da borracha) de H. brasilien­sis.

Para coletar o látex, os seringueiros fazem um sulco em forma de V na casca da seringueira e inserem na base do V um canal de escoamento com biqueira. O látex flui da superfície do sulco para dentro de uma tigela ajustada ao tronco da árvore. No entanto, na superfí­cie do sulco, o látex coagula em 1 a 3 ho­ras, e o fluxo cessa, tornando necessário realizar frequentemente outros sulcos. Bonner e colaboradores descobriram que a coagulação ficava bem mais lenta e uma quantidade maior de látex podia ser coletada, se a região do sulco fosse exposta ao gás etileno, um produto vegetal natural com efeitos drásticos sobre a fisiologia. O emprego de etileno na casca cortada, o aper­feiçoamento dos fertilizantes e um melhor controle das doenças da seringueira levaram à duplicação do fornecimento mundial de borracha natural. Embora sua produção tenha sido superada pelos substitutos sintéticos no final da década de 1950, a borracha natural apresenta uma demanda cada vez mais alta, pois o consumo de produtos dela derivados é muito grande.
Nesse intervalo de tempo, os biólogos constataram que o etileno é uma hormona de ocorrência natural muito importante para o crescimento vegetal. É apenas um dos muitos fatores que colaboram na regulação do crescimento da planta durante seu ciclo de vida, da semente até a senescência.

Fonte : Vida, a ciência da Biologia, volume III

Questão de aula

A reacção dos estomas ao ácido abscísico (ABA) pode ser descrita da seguinte forma: o ABA é transportado das raízes para as folhas, via xilema, e um aumento do ABA é detectado pela membrana plasmática das células-guarda dos estornas, provocando uma perda de turgescência e o fecho dos estomas.
Este processo ocorre quando há baixa disponibilidade de água no solo, que leva a uma alcalinização do pH da seiva bruta. O pH mais alcalino da seiva bruta favorece um aumento de concentra­ção de ABA. O aumento do sinal de ABA, junto das células-guarda, inicia uma série de reações, que passam pelo aumento da concentração de Ca2+ no citoplasma das células-guarda que pro­voca a inativação do transporte ativo de protões (H+) para o exterior das células-guarda e de iões potássio (K+) para o seu interior. Esta inativação leva a uma redução do potencial osmótico e à perda de turgescência destas células com um consequente aumento do potencial hídrico das células vizinhas.
1. Selecione a alternativa que permite completar os espaços e obter uma afirmação correta. Quando a seiva bruta apresenta um pH alcalino, os iões K+ atravessam a membrana das células-guarda para o seu__________por_____________Com a perda de turgidez das células-guarda, o seu potencial hídrico ____ e a pressão osmótica ____.
(A)   exterior (...) transporte activo (...) diminui (...) aumenta.
(B)   exterior (...) difusão (...) diminui (...) aumenta.
(C)   exterior (...) difusão (...) aumenta (...) aumenta.
(D)   interior (...) difusão (...) aumenta (...) diminui.
(E)   interior (...) difusão (...) diminui (...) aumenta.
 
2. Explique a vantagem da pulverização de plantas com ABA em situações de seca prolongada.

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