A superfície terrestre é dominada pela água, que ocupa cerca de 70 por cento da sua totalidade. Esta característica marcante está na base da designação «planeta azul», pela qual a Terra é conhecida.
Os geólogos, no entanto, ocupam-se do estudo de toda a superfície sólida, que inclui o fundo rochoso dos oceanos e as áreas continentais.
Em Geologia, os termos «continental» e «oceânico» têm um significado diferente do que lhes atribui a Geografia, prevalecendo como critério distintivo a origem das rochas, controlada por mecanismos tectónicos.
O vulcanismo, característico dos limites divergentes de placas, é um processo tipicamente oceânico, gerando rochas oceânicas, mesmo em áreas emersas. Sucede na Islândia, onde a zona de fractura correspondente à fronteira entre as placas euro-asiática e norte-americana é visível fora de água.
Por outro lado, há regiões submersas que os geólogos consideram continentais, mas que nos mapas geográficos são oceânicas. É o caso das plataformas continentais, que marcam o limite geológico dos continentes e de algumas depressões continentais que, em função de oscilações periódicas do nível do mar, ficam umas vezes emersas e outras submersas.
É o caso da passagem da França para as ilhas britânicas, que pertencem, portanto, àquilo que em Geologia se considera o domínio continental.
EuCRUST-07: A new reference model for the European crust
Powerpoint (link)


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