sábado, 15 de outubro de 2011

Limites Convergentes

Nos centros de expansão, uma nova litosfera está continuamente a ser ge­rada. Todavia, uma vez que a área total da superfície terrestre se mantém cons­tante, a litosfera tem, também, de ser destruída.

A zona de conver­gência de placas é o local desta des­truição.
Quando duas placas colidem, o bordo frontal de uma delas é, geral­mente, recurvado para baixo, permitindo que ela mergulhe sob a outra. Ao pene­trar na astenosfera quente, a placa mergulhante começa a aquecer e a perder a sua rigidez. Regra geral, ela é relati­vamente fria e aproxima-se dos 100 km de espessura. Assim, dependendo do ângulo de mergulho, pode atingir uma profundidade de 700 km antes de o seu bordo frontal ser completamente assimi­lado no material da astenosfera.
Embora todas as zonas convergentes sejam basi­camente semelhantes, a natureza das colisões de placas é influenciada pelo tipo de matéria da crosta envolvida no processo. Elas podem ocorrer entre duas placas oceânicas, uma placa oceânica e outra continental ou entre duas placas continentais.
Sempre que o bordo frontal de uma placa cober­ta de crosta continental converge com a crosta oceânica, o material continental, menos denso, permanece aparentemente a «flutuar», enquanto a crosta oceânica, mais densa, mergulha na astenosfera. A zona onde uma placa oceânica penetra na astenosfera, devido à convergência, é chamada zona de subducção ou zona de BENIOFF, em homenagem a um sismologista americano que estudou a dis­tribuição dos focos sísmicos nestas zo­nas. À medida que a placa oceânica des­liza para debaixo da placa continental, a placa oceânica dobra-se, produzindo, deste modo, uma fossa oceânica ou fossa abissal adjacente à zona de sub­ducção.
As fossas formadas por este processo podem ter um comprimento de milhares de quilómetros e 8 a 11 km de profundidade.

Natureza das colisões em limites convergentes


 

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