sábado, 15 de outubro de 2011

O mobilismo geológico. As placas e os seus movimentos.

1)    No século xx foi formulada uma das teorias mais importantes da geologia, a teoria da tectónica de placas, com base nas seguintes evidências:
  • A quase perfeita justaposição da costa ocidental da África e costa oriental da América do Sul.
  • As grandes semelhanças geológicas e paleontológicas entre os continentes do hemisfério sul e entre estes e a Índia.
  • As rochas da crosta oceânica são muito recentes quando comparadas com as rochas da crosta continental.
  • A existência de dorsais médio-oceânicas.
  • A camada de sedimentos que cobre os fundos oceânicos é mais espessa à medida que aumenta a distância ao rifte.
  • Existência de zonas com elevada incidência vulcânica e sísmica.
2)    Segundo a teoria da tectónica de placas, a litosfera encontra-se dividida em cerca de doze placas rígidas que se movimentam, as placas tectónicas ou litosféricas.
3)    O movimento relativo das placas define três tipos de limites:

a)    Limites divergentes: as placas afastam-se, deixando entre si um espaço, e forma-se nova crosta por magma que ascende do manto e arrefece quando atinge a superfície. Ocorre nas zonas de rifte, está associado a fenómenos de vulcanismo e permite explicar a ex­pansão dos fundos oceânicos, como acontece na dorsal médio-atlântica.

b) Limites convergentes: as placas aproximam-se e uma delas é arrastada para o interior da Terra, onde é reciclada (fundida e incorporada no manto). Este tipo de limites é o mais complexo.

Ø  Oceânico-Continental: A placa oceânica, mais densa, mergulha sob a continental, num processo designado por subducção. O material que afunda acaba por fundir e ascender, produzindo fenómenos vulcânicos.

Ø  Oceânico-Oceânico: A placa mais antiga sofre subducção ao longo da fossa. Aumenta a pressão e a água aprisionada nas rochas sobe à astenosfera para cima da placa. Este fluido provoca a fusão do manto, produzindo uma cadeia de vulcões (arcos vulcânicos).

Ø  Continental-Continental: Nenhuma das placas sofre subducção. Na zona de colisão a espessura da crosta aumenta e surgem cadeias montanhosas.

Ø  Limites conservativos ou transformantes: uma placa desliza horizontalmente ao longo da outra, mantendo-se a área de cada uma das placas. Encontram-se associados a fenó­menos de sismicidade intensa. Exemplo: falha Açores-Gibraltar.

 4)    A energia que tem origem no calor interno da Terra permite a tectónica de placas. As cor­rentes de convecção do manto possibilitam o movimento das placas. Estas mergulham até ao limite núcleo-manto, onde as elevadas temperaturas tornam o material quente do manto mais plástico e menos denso, e as correntes de convecção ascendentes permitem que este material suba.

 5)    O movimento das placas ao longo do tempo provocou alterações no nosso planeta:
     ü  Formação de cadeias montanhosas;
ü  Deformação de materiais;
ü  Alteração na distribuição de seres vivos que pode ter levado à extinção de alguns grupos e à evolução diferenciada de outros, dadas as condições em que evoluíram, nomeadamente condições climáticas diferentes.






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