domingo, 16 de outubro de 2011

Multiplicação vegetativa artificial

A multiplicação de plantas por via vegetativa artificial pode ser feita de várias maneiras, adaptando-se cada espécie melhor a umas do que a outras. Estes processos são: estacaria, mergulhia, alporquia e enxertia.

O processo de estacaria consiste em enterrar um ramo de uma planta, desprovido da maior parte das folhas, que sofreu um corte na diagonal na zona a enterrar, de maneira a criar raízes.

O processo de mergulhia consiste no enraizamento de uma parte da planta que se pretende propagar. Após a criação de raízes, procede-se ao destacamento da mesma para obtenção da muda.
A mergulhia é realizada utilizando ramos flexíveis, que se dobram e enterram parcialmente, ficando a extremidade do ramo no exterior.

A alporquia é um processo que ocorre quando não existem ramos flexíveis que possam ser enterrados. Assim, o ramo é envol­vido em solo, que se cobre com um plástico, até aquele ganhar raí­zes.


Alporque numa laranjeira

A enxertia é uma técnica que permite reproduzir e melhorar as plantas. Na enxertia, promove-se a união dos tecidos de duas plan­tas, geralmente da mesma espécie, passando a formar-se uma planta com duas partes: o enxerto e o porta-enxerto. O enxerto é a parte de cima, que vai produzir os frutos da variedade desejada; o porta-enxerto é o sistema radicular, que tem como funções básicas o suporte da planta, o fornecimento de água e de nutrientes e a adap­tação às condições do solo, ao clima e às doenças.

A enxertia pode ser realizada por encosto, por borbulha ou por garfo.

No encosto, aproxima-se do ramo a enxertar uma planta enrai­zada, que vai servir de porta-enxerto. Desbastam-se ambos os ramos e põem-se em contacto essas duas zonas até que se unam. Corta-se depois o ramo enxertado abaixo do enxerto, permanecendo este unido ao porta-enxerto.

Na enxertia de borbulha utiliza-se uma porção da planta a pro­pagar (borbulha ou gema) que vai ser fixada ao porta-enxerto, após o corte de parte do mesmo (abertura em forma de T, que pode ser normal ou invertido). Por último, ligam-se as duas regiões para que se mantenha o contacto.
 
Na enxertia de garfo utiliza-se um ramo da planta que se pre­tende enxertar e que vai ser inserida numa fenda do porta-enxerto.

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