segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Experiências de Robert Briggs e Thomas King

Robert Briggs e Thomas King efectuaram experiências com rãs para testar se o núcleo de um embrião precoce desse animal mantinha a totipotência do ovo. Para tal, removeram o núcleo de um óvulo, trans­formando-o numa célula anucleada. Posteriormente, injectaram-lhe o núcleo de uma célula de um embrião de rã, efectuando, deste modo, um transplante nuclear.



Como resultado final das suas experiências, R. Briggs e T. King obtive­ram 50% de girinos normais que evoluíram para rãs adultas normais.

Com esta experiência ficou comprovado que nenhuma informação é perdida quando as células passam pelos primeiros estádios de desen­volvimento embrionário e que o ambiente citoplasmático em redor do núcleo pode modificar o seu destino.

Em experiências idênticas foram usados núcleos de células de intestino de embrião de rã em estádios mais tardios de desenvolvimento (fig. 6B), tendo-se verificado que os núcleos dadores, em algumas ocasiões, são capazes de originar girinos normais, revelando novamente totipotência. Mas este fenómeno ocor­re a uma taxa muito inferior (2%) quando comparada com a taxa rela­tiva ao uso de células embrionárias em estádios muito precoces de desenvolvimento embrionário.

Destas experiências foi possível concluir que a capacidade que uma célula tem em originar outros tipos de células especializadas é tanto maior quanto menor for o seu grau de diferenciação.

Todas estas experiências despoletaram a produção de clones - clonagem - que se tornou num objectivo para muitos investigadores e labo­ratórios, que queriam ver clonados organismos com interesse agrícola e farmacológico, bem como organismos geneticamente modificados que poderiam produzir substâncias de interesse para o Homem (ex.: leite contendo proteínas que actuam como factores de coagulação).
Fonte: Desafios - 11º (ASA)

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