segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A diferenciação não implica a mudança irreversível do genoma

Será a diferenciação um processo irreversível? Nas células que perdem o núcleo durante o processo de diferenciação (ex.: hemácias) parece evidente que jamais poderão reverter a sua especialização.
Mas será possível uma célula diferenciada, que mantém o núcleo, transformar-se novamente numa célula indiferenciada?

No sentido de verificar se a diferenciação era um processo irreversível foram efectuadas várias experiências envolvendo células com diferentes graus de diferenciação.


Steward e os seus colaboradores, em 1950, isolaram células diferencia­das da raiz da cenoura e colocaram-nas num meio adequado, que con­tinha todos os nutrientes necessários ao desenvolvimento daquelas células e hormonas específicas. Estas células reverteram a diferencia­ção e dividiram-se originando embriões normais de cenoura que evo­luíram para indivíduos adultos.

A nova planta é geneticamente idêntica à célula que a originou, pelo que é denominada clone.

A capacidade que algumas células diferenciadas da raiz de cenoura revelaram para, a partir delas, originarem uma planta, comprova que estas células, embora sejam especializadas, contêm todo o genoma do organismo e que podem expressar os genes essenciais ao desenvolvi­mento embrionário.

Em experiências semelhantes efectuadas com outros tipos de plantas obtiveram-se resultados idênticos, comprovando-se que nestes orga­nismos a diferenciação celular é um processo que pode ser reversível e que a partir de uma célula diferenciada de um órgão de uma planta madura é possível obter um organismo.

E nos animais, também será possível obter um organismo a partir de uma célula diferenciada?
As células animais diferenciadas mantêm todo o genoma do indivíduo?

Fonte: Manual Desafios (ASA) - 11º ano

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