terça-feira, 27 de setembro de 2011

Ciclo das Rochas

As rochas, em geral, como sistemas abertos que são, compostas por mine­rais (que neste contexto podemos entender como sub-sistemas), perdem esta­bilidade sempre que saem do ambiente em que foram geradas. Ainda que muito lentamente, à escala humana de avaliação do tempo, os minerais dessas rochas tendem a adaptar-se aos novos parâmetros termodinâmicos e químicos, modi­ficando-se química e estruturalmente.

As modificações geológicas, geográficas e biológicas estão registadas e preser­vadas nas rochas que se geraram ao longo de cada episódio da história da Terra.
As rochas são geradas por processos naturais, desde épocas remotas, e teste­munham as condições em que se originaram. São "livros" cheios de informações, cujas páginas os cientistas procuram ler e interpretar. Cada rocha tem, pois, uma história para contar.
Qualquer rocha é a expressão das condições em que é gerada. Quando a rocha é sujeita a outras condições, a sua textura e/ou os seus minerais transformam-se por modificações no estado sólido, por fusão parcial ou total ou por meteorização física e/ou química. Portanto, rochas sedimentares, rochas metamórficas e rochas magmáticas estão profundamente relacionadas, pois a mesma matéria pode integrar diferentes tipos litológicos.
Ciclo das Rochas

Nesta sequência de processos das rochas podem considerar-se diferentes etapas:
ü  As rochas sedimentares são produto de processos externos que caracterizam o domínio sedimentar. Meteorização, erosão, sedimentação e diagénese são proces­sos característicos deste domínio.
ü  Se as rochas sedimentares aprofundam na crusta, ficam submetidas ao peso das rochas suprajacentes. Podem ainda ser comprimidas, devido a tensões que se geram no interior da Terra, experimentando simultaneamente um aquecimento progressivo.
ü  Quando os valores das tensões e da temperatura ultrapassam os limites supe­riores da diagénese, as rochas entram no domínio do metamorfismo, em que se verificam alterações essencialmente no estado sólido. Formam-se assim novos minerais a partir dos minerais das rochas preexistentes, que assumem nova forma e orientação.
ü  Se as condições de temperatura e de pressão são tais que provocam a fusão dos minerais que constituem as rochas, passa-se ao domínio do magmatismo, origi­nando-se magmas. Os magmas, ao movimentarem-se na crusta, podem experi­mentar um arrefecimento progressivo, o que leva à consolidação e formação de rochas magmáticas.
ü  As rochas geradas em profundidade, quer sejam magmáticas quer sejam metamórficas, podem ser soerguidas devido aos movimentos da crusta. A remoção das rochas suprajacentes pela erosão acaba por pôr as rochas que se formaram em profundidade a descoberto, expostas na superfície terrestre.



Este conjunto de transformações é o resultado da confrontação do sistema hidrológico com o sistema tectónico.

Sistema Hidrológico

O primeiro tem que ver com a circulação de água à superfície da Terra, sob a forma de um ciclo, que é comandado pela energia solar, associada às mudanças de estado daquela substância. Guiada pela gravidade, a água tende a exercer uma acção destrutiva sobre os relevos, arrastando sedimentos do alto de uma monta­nha para o fundo de um oceano. Ao sistema hidro­lógico estão, portanto, associados processos externos do ciclo das rochas: meteorização, erosão, sedimentação e até a diagénese, que, não sendo estri­tamente superficial, se enquadra no âmbito sedimentar.
Sistema Tectónico
Os processos com origem interna — metamorfismo, fusão e solidificação — são alimentados pelo calor acumulado no interior da Terra — energia geotérmica —, responsável pela circulação de material rochoso quente em profundidade. Esta dinâ­mica tectónica, que é transmitida à parte superficial da Terra mais rígida, consegue, a longo prazo, abrir e fechar oceanos e criar relevos (orogénese), por colisão de continentes ou por actividade vulcânica, entre tan­tas outras «proezas», como sejam transportar rochas de um fundo oceânico para o cimo de uma montanha.
Concluindo....


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